Adeus, infância.

sábado, maio 16, 2015 8 Comentários A+ a-


Adeus, infância.

Eu sinto saudade,
Dos banhos de balde.
Eu sinto falta dos brinquedos,
Da minha imaginação de enredos.
Sinto falta da grama alta
Da amoreira no jardim,

Sinto falta de mim.

Sinto falta das horas andando de bicicleta.
Cozinhar matinhos e flores
E chorar em público pelas dores.

Que saudade das bonecas,
Que para mim, eram adultas.
Que saudade da vida
Que eu conseguia dar às pelúcias.

Sinto falta de secar a louça lavada,
Enquanto minha mãe arrumava a cozinha e assobiava.
Assobiava hinos para louvar,
Louvar aquele que eu mal conhecia,
Mas que era o meu outro pai.

Saudade da terra e da lama, 
Da água e da cama.

Sinto falta dos desenhos animados,
Que eram, por mim, tão amados.
Imaginava que era um personagem,
Queria ter poderes, salvar o mundo.
Não entendia porque não podia ter,
Mas assim era o mundo,
Era assim que tinha de ser.

Ah, como me dói agora!
Anos atrás eu queria ser adulta,
Mas nesse momento, o que eu não daria,
Para ter novamente aquela vida. 

Que saudade de você,
Infância...


Sara Muniz, 2015.

Sara Muniz, dona do blog Interesses Sutis, sou apaixonada por ler, escrever e criar. Adoro música erudita, rock, pop, música francesa e de vez em quando até uma musiquinha indiana para dar uma animada! Preciso ver artes plásticas para me inspirar a escrever. Meus autores preferidos são Patrick Rothfuss, J.R.R. Tolkien, Brandon Sanderson, Jostein Gaarder e Khaled Hosseini (nessa ordem). Amo cantar e desenhar - mesmo fazendo ambas as coisas mal -, sou fissurada por cachorros e todos são "bebês fofinhos" para mim. Às vezes, eu acho o mundo lindo, outras vezes eu acho que a colisão de um meteóro com a Terra seria a salvação. Saiba mais sobre mim na página "About"!

8 comentários

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Sel
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16 de maio de 2015 15:21 delete

Essa estrofe:
"Ah, como me dói agora!
Anos atrás eu queria ser adulta,
Mas nesse momento, o que eu não daria,
Para ter novamente aquela vida."

foi a mais linda pra mim. Você escreve com um carinho, um frescor que prende a atenção da gente. Parabéns, amei.

Beijos, Sel | Quinta Gaveta ♥

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Andy
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16 de maio de 2015 20:30 delete

Adorei o seu poema~~~ <3 já até comentei no face rsrsrs infância minha se resumia em dormir, ver televisão, e ficar em casa '0' mygod sou uma reclusa desde a infância kkkkk mas agora a vida adulta se aproxima, 17 anos na cara e gente cutucando sobre faculdade, poha detesto quado o povo faz isso, srote que não me cutucam xD

Ah, eu vi sua entrevista no blog coisas do tempo! Eu cheguei a pensar em fazer português, mas para ser tradutora ou revisora, que adoro ler inglês mesmo tendo muita preguiça kkkkk mas se lá tlavez nem faça faculdade ano que vem e só no próximo, não quero me apressar e fazer o que não gosto e tal ~ (se bem que minha cidade tem nenhum curso bom, e se tem só no particular então só resta licenciatura pqp ;-;) mas enfim, voltando ao poema ~~ ficou bom mesmo e eu aqui melhorando minhas rimas para fazer algo assim <3 <3

bye~~

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Sara
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18 de maio de 2015 16:07 delete

Obrigada! Os meus poemas geralmente são muuuuuito ruins! D:

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Sara
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18 de maio de 2015 16:09 delete

A infância é a melhor parte da vida e ela nunca vai voltar, isso é o que mais dói )))): Eu fico com a consciência me lembrando "vestibular esse ANOOOO", mas se tudo der certo começarei ano que vem mesmo LOL Paranaguá tá em uma situação complicada, eu vi no jornal esses tempos :/ se muda pra Curitiba e já era SHUAHSUASHU (como se fosse tão fácil, mas enfim) <3 Obg pelo comment.

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Andy
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20 de maio de 2015 13:25 delete

Aiaiai minha escola ainda tá em greve quase o mes inteiro de maioooooo mygod kkkkkk to pensado em fazer vestibular para matinhos com a minha irmã :D mas se não der certo só ir trabalhar, fazer curto etc etc kkkk só na calmaria, sem pressa que vida é longa =D

Curitiba? Eu? Vish, vou precisar de um GPS que meu senso de direção não é dos melhores D= kkkkk

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Sara
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20 de maio de 2015 15:08 delete

SUAUASHUA... eu acho a vida tão curta ;---;

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Jessica Lima
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21 de maio de 2015 05:25 delete

"Ah, como me dói agora!
Anos atrás eu queria ser adulta,
Mas nesse momento, o que eu não daria,
Para ter novamente aquela vida."

Essa parte me fez meditar bastante porque tem horas que nem damos tanto valor ao nosso tempinho curto aqui na terra né? E na infância não pensávamos sobre o amanhã e aproveitamos tanto nosso dia com brincadeiras, risadas. Quando a fase adulta vem chegando, nossa mente se enche de preocupações e não conseguimos aproveitar nosso tempinho aqui. Seu poema ficou lindo e seu blog é um amor!

Beijos, Utopia da Jess.

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Sara
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21 de maio de 2015 15:30 delete

É verdade! Agora que sou "maior" fico pensando em como não tenho tempo pra nada e em como a vida passa num piscar de olhos, mas quando eu era criança eu não tinha essas preocupações, os dias passavam devagar e eram tão longos... ))):

Obrigada! <3

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