Resenha - A Evolução de Calpúrnia Tate

segunda-feira, julho 27, 2015 2 Comentários A+ a-


Título: A Evolução de Calpúrnia Tate
Autora: Jacqueline Kelly
Editora: Única
Nº de páginas: 384
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Sinopse:
A Evolução de Calpúrnia Tate - Calpúrnia Virginia Tate tem 11 anos em 1899, quando pergunta o porquê de os gafanhotos amarelos em seu quintal serem tão maiores do que os verdes... Com uma pequena ajuda de seu notoriamente mal-humorado avô, um ávido naturalista, ela descobre que os gafanhotos verdes são mais fáceis de ser vistos contra a grama amarela e, por isso, são mortos antes que possam ficar maiores. Por gostar de explorar a natureza ao seu redor, Callie acaba criando um relacionamento próximo com seu avô enquanto enfrenta os desafios de viver com seis irmãos e se depara com as dificuldades de ser uma garota na virada do século. Em seu livro de estreia, Jacqueline Kelly habilmente traz Callie e sua família para a vida, capturando o crescimento de uma jovem com sensibilidade e humor.


Resenha
Calpúrnia é a única menina entre 7 irmãos. Sua família tem uma boa vida, uma vez que são donos de uma empresa de algodão. Na escola, Calpúrnia aprende somente a bordar, a ter postura e a se comportar, não aprende matérias de fato.

Callie Vee (como é chamada) começa a entrar em contato com o seu avô, um velho que vive em seu próprio mundo de naturalista (antigamente biólogos eram chamados de naturalistas). Os dois tornam-se amigos e ela começa a achar incrível estudar espécimes, recolher e estudar amostras e anotar tudo em sua caderneta. 

No meio disso tudo ainda há alguns conflitos que ela sofre com os irmãos, com a escola e principalmente com a mãe, que quer que ela debute quando for mais velha, mas o que a Callie Vee realmente quer é ir para a faculdade e ser naturalista, o problema é que naquela época nenhuma mulher ia para a faculdade.

Infelizmente achei que esse livro não fedeu e não cheirou, algumas partes até eram legais, mas a maior parte do livro é só sobre a vida de Calpúrnia e como uma garota sofria injustiças no século IXX. É interessante conhecer isso, mas todos sabem como as mulheres sofriam de desigualdades no passado. Quando comecei a chegar perto do final do livro, fiquei na esperança de que alguém morresse e me fizesse chorar, mas ninguém morreu. Mas por não ter sido uma leitura chata, marquei como bom. Além, é claro, de eu considerar que não gostei por conta de uma abstinência literária de fantasia que estou sofrendo nas últimas semanas desde que terminei Elantris.


✖ Avaliação da escrita: A escrita da autora é boa, levando em consideração o fato de que o livro é narrado em primeira pessoa pela Calpúrnia, que tem apenas onze anos.

✖ Avaliação do enredo: O enredo não tem nada demais, apenas acompanhamos o crescimento mental de Calpúrnia e como ela se interessa por ser naturalista. Além de ser bem ciumenta com as pessoas que gosta.

✖ Avaliação da capa: A capa é linda demais! Não sei se é como a original, mas mesmo assim é linda, cheia de detalhes e relevos.


✖ Avaliação da protagonista: A Calpúrnia é uma garota fora do normal, principalmente porque ela não quer ser normal, isso é muito legal nela. Ela só quer que as pessoas a deixem em paz fazendo o que ela gosta. Ela quer ficar no seu próprio mundinho com seu avô e seus estudos, porque é isso que ela realmente gosta de fazer. Ela é um pouco ciumenta e desleixada quando não quer fazer algo, achei ela uma boa personagem, muito bem construída e que transpassa muito bem sua personalidade ainda em desenvolvimento.

✖ O que me levou a avaliá-lo como bom?
Muitos aspectos do livro não me agradaram, mas vários agradaram também. Não é um livro que eu vá recomendar, mas não me arrependo totalmente de ter lido. Dá para ver também que a autora se esforçou bastante para escrevê-lo e entendia bastante do assunto biologia para fazer os capítulos. Não foi um livro mal feito, por isso é bom. Mas se a autora tivesse relaxado um pouquinho no enredo, pronto, seria ruim. Mas ela conseguiu seguir bem com a estória e fazer ficar mais aceitável.


E você, já leu A Evolução de Calpúrnia Tate? Se sim, gostou? Gostaria de ler? O que achou da capa? Comenta aí!

Sara Muniz, dona do blog Interesses Sutis, sou apaixonada por ler, escrever e criar. Adoro música erudita, rock, pop, música francesa e de vez em quando até uma musiquinha indiana para dar uma animada! Preciso ver artes plásticas para me inspirar a escrever. Meus autores preferidos são Patrick Rothfuss, J.R.R. Tolkien, Brandon Sanderson, Jostein Gaarder e Khaled Hosseini (nessa ordem). Amo cantar e desenhar - mesmo fazendo ambas as coisas mal -, sou fissurada por cachorros e todos são "bebês fofinhos" para mim. Às vezes, eu acho o mundo lindo, outras vezes eu acho que a colisão de um meteóro com a Terra seria a salvação. Saiba mais sobre mim na página "About"!

2 comentários

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Belle ϟ
AUTHOR
28 de julho de 2015 06:49 delete

Na realidade, eu só vim ver a resenha porque achei a capa bonita. Eu sou feminista até demais pro meu gosto, então esse livro sobre como as coisas eram difíceis antigamente e como melhoraram agora é o tipo de livro que se encaixa comigo. Mas não sei, quando o enredo fala apenas de uma coisa não acho que o livro realmente fique interessante. Existem vários acontecimentos que podem ser abordados em livros no ano de 1899. Se limitar a apenas um... Acho que não dá muito certo.
Boa resenha, ficou realmente ótima.
photo-and-coffee.blogspot.com

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Sara
AUTHOR
29 de julho de 2015 17:13 delete

SUHUASHUSH Somos todos feministas! Mas mesmo assim n consegui gostar :/ as coisas que tirei desse livro foi como era difícil e predestinada a vida das mulheres naquela época...

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